Clima de pânico, correria e gritos de desespero marcaram a manhã no Jardim Santa Antonieta. O JP Jornal O Popular acompanhou o caso que escancarou o avanço da violência até dentro das salas de aula.
Uma manhã que começou como qualquer outra se transformou em minutos de puro terror e correria dentro da Escola Estadual Professor Benito Martinelli, em Marília. Um adolescente de 14 anos, armado com uma faca de cozinha, pulou o muro da escola e invadiu o pátio em busca de um funcionário, segundo o boletim de ocorrência.
O alvo do menor seria um inspetor da unidade, que, ao perceber a aproximação, tentou fugir — mas acabou caindo e sendo alcançado. Em meio à perseguição, gritos de alunos e servidores ecoaram pelos corredores, gerando pânico generalizado. O funcionário sofreu escoriações no braço e na mão, além de torcer o tornozelo, sendo imediatamente socorrido e levado à UPA da Zona Norte.
Enquanto isso, o jovem fugia pelas ruas do bairro. Viaturas da Polícia Militar foram acionadas e, após buscas intensas, o adolescente foi localizado em casa, ainda visivelmente alterado. Por determinação judicial, ele foi apreendido e encaminhado à Fundação Casa.
O caso foi registrado como ato infracional equivalente a ameaça e lesão corporal. Segundo informações apuradas pelo JP Jornal O Popular, a direção da escola agiu rápido e acionou as autoridades assim que o ataque começou. Um psicólogo foi disponibilizado para acompanhar os servidores e estudantes abalados com a cena.
Em nota, a Unidade Regional de Ensino (URE) de Marília confirmou que o funcionário ferido foi acolhido e recebeu assistência médica. A nota também reforça que a escola permanecerá com atividades, mas com apoio psicológico reforçado para os envolvidos.
Nas redes sociais, pais e moradores da região manifestaram indignação com o episódio. “A escola virou alvo da violência, e nossos filhos estão no meio disso”, desabafou uma mãe de aluno ao JP Jornal O Popular.
A Polícia Civil investiga os motivos que levaram o adolescente ao ato, mas, até o momento, a principal hipótese é de desentendimento pessoal com o servidor.
O caso levanta um debate urgente: até onde vai o limite da violência juvenil e o que falta para garantir segurança nas escolas públicas?
Como diz o velho ditado, “onde falta diálogo, sobra problema”, e nesse caso, o problema veio com faca na mão.
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Comentário do JP Jornal O Popular:
A invasão da Escola Estadual Benito Martinelli é um retrato preocupante da realidade que bate à porta das instituições de ensino. A violência, antes distante dos muros escolares, agora pula o portão e desafia o poder público e a sociedade. Educação sem segurança é uma conta que não fecha — e o preço está sendo pago por quem só queria ensinar e aprender.


