“NÃO FOI QUEDA, FOI VIOLÊNCIA”: ASSESSORA DO VEREADOR BURCÃO É LANÇADA DE CARRO EM MOVIMENTO E MARIDO É PRESO POR TENTATIVA DE FEMINICÍDIO

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Por JP Jornal O Popular

Um caso grave e perturbador rompeu a rotina de Marília nesta segunda-feira e expõe, mais uma vez, a face mais cruel da violência doméstica.

Uma assessora parlamentar da Câmara de Marília, de 35 anos, foi lançada para fora de um carro em movimento durante uma discussão com o próprio marido, um comerciante de 38 anos, que acabou preso em flagrante.

O episódio ocorreu na rodovia SP-294, nas proximidades do Atacadão, na saída para Pompeia. Inicialmente tratado como um possível acidente de trânsito, o caso rapidamente revelou indícios de algo muito mais grave.

Quando os policiais rodoviários chegaram ao local, encontraram a vítima caída no asfalto, ferida, enquanto o marido permanecia ao lado. Ele alegou que a esposa teria “pulado” do veículo durante a discussão.

Mas, como diz o ditado, “a verdade sempre aparece” — e, neste caso, os elementos encontrados no local, somados ao histórico do casal, indicaram outra realidade.

Já havia registro anterior de violência doméstica envolvendo os dois. Diante disso, a ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Defesa da Mulher, onde o homem foi autuado em flagrante por tentativa de feminicídio. Ele permanece preso, à disposição da Justiça.

A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital das Clínicas de Marília, com diversos ferimentos. Seu estado de saúde exige cuidados, mas ela sobreviveu.

Casos como este reforçam um alerta que insiste em ecoar: a violência contra a mulher muitas vezes começa de forma silenciosa, mas pode escalar rapidamente para situações extremas.

Não se trata de discussão de casal. Trata-se de crime.

Dizer não à violência contra a mulher é mais do que um slogan — é uma necessidade urgente. Denunciar pode salvar vidas.

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Comentário do JP Jornal O Popular

O que inicialmente parecia um acidente revela, na verdade, um retrato duro e recorrente da violência que muitas mulheres enfrentam longe dos olhares públicos.

O JP Jornal O Popular reforça: não há justificativa possível quando a violência entra em cena. Onde há agressão, há crime — e onde há silêncio, há risco.

Que este caso não seja apenas mais um registro policial, mas um ponto de reflexão e mudança.

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