“Apertei o pescoço para contê-la”, diz mãe presa após morte da filha em Botucatu
Por JP Jornal O Popular – Marília e Região
Uma ocorrência de violência doméstica terminou em morte na noite de domingo (5), em Botucatu (SP), e expõe, mais uma vez, a gravidade de conflitos familiares que fogem ao controle. Uma mulher de 50 anos foi presa em flagrante, suspeita de matar a própria filha, Poliane Victoria Fernandes, de 27 anos, dentro da residência da família, no Conjunto Habitacional Dr. Antonio Delmanto (COHAB VI).
De acordo com o boletim de ocorrência, a Guarda Civil Municipal foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou a jovem caída no chão, inconsciente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou manobras de reanimação e encaminhou a vítima em estado grave ao Hospital das Clínicas da Unesp, onde a morte foi confirmada.
Em depoimento, a mãe, Sandra Regina Batista, afirmou que a discussão começou após a filha chegar em casa sob efeito de álcool e se envolver em desentendimentos na rua. Segundo relatou, a situação se agravou dentro da residência, onde também estavam dois netos, de 2 e 8 anos.
Ainda conforme o registro policial, a suspeita declarou que foi agredida com um tapa e que a filha teria ameaçado levar as crianças à força. Na tentativa de contê-la, disse ter segurado a jovem pelos cabelos e apertado seu pescoço até que ela perdesse a consciência.
O caso foi registrado como feminicídio, por se tratar de morte ocorrida no contexto de violência doméstica e familiar. A Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em flagrante em preventiva, medida que foi autorizada pela Justiça nesta segunda-feira (6).
A mulher foi encaminhada para a Cadeia Pública de Itatinga (SP) e permanece à disposição da Justiça. O corpo da vítima foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico.
O caso segue sob investigação.
Comentário do JP Jornal O Popular
O episódio evidencia a urgência de atenção aos conflitos dentro do ambiente familiar. Situações de violência, quando não interrompidas, podem evoluir rapidamente para desfechos irreversíveis. O caso de Botucatu reforça a necessidade de prevenção, acompanhamento social e acesso a mecanismos de apoio antes que discussões se transformem em tragédias.
JP Jornal O Popular – Informação com responsabilidade para Marília e região.


