“Política pública se constrói ouvindo quem vive a realidade”, afirma Vania Ramos ao defender audiência sobre autismo e doenças raras em Marília

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A Câmara Municipal de Marília analisa, na sessão desta segunda-feira, o Requerimento nº 3/2026, de autoria da vereadora Vania Ramos, que propõe a realização de uma Audiência Pública para debater Políticas Públicas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), neurodivergências, doenças raras e às famílias que necessitam de acompanhamento, orientação e apoio contínuo.

O requerimento sugere que a audiência ocorra no primeiro trimestre, às 19h, no plenário da Câmara Municipal de Marília, reunindo representantes do Poder Executivo, profissionais das áreas de Saúde, Educação e Assistência Social, além de entidades, associações, famílias, pessoas atípicas e demais interessados.

Um debate necessário e estratégico para o município

A iniciativa tem como foco central promover um espaço institucional de escuta qualificada, diálogo responsável e construção coletiva. O objetivo é fortalecer a rede de apoio existente, identificar gargalos no atendimento e contribuir para o aprimoramento das políticas públicas municipais, garantindo direitos, inclusão, dignidade e qualidade de vida.

O debate ganha relevância em um contexto em que o número de diagnósticos de TEA e outras condições neurodivergentes cresce, exigindo do poder público planejamento, integração entre secretarias e ações permanentes, e não apenas medidas pontuais.

A posição da vereadora

Em declaração ao JP Jornal O Popular, a vereadora Vania Ramos destacou o caráter técnico e humano da proposta:

“Falar de autismo, neurodivergências e doenças raras é falar de pessoas, de famílias e de direitos. A audiência pública é um instrumento fundamental para que o poder público escute quem vive essa realidade todos os dias e, a partir disso, construa políticas públicas mais eficientes, integradas e humanas. Não se governa apenas com números, mas com sensibilidade, responsabilidade e diálogo.”

A parlamentar reforça que a audiência não tem caráter político-partidário, mas sim institucional e social, buscando soluções concretas e de longo prazo.

Fortalecimento da rede e garantia de direitos

O requerimento aponta que a participação de profissionais e da sociedade civil permitirá mapear demandas reais, alinhar ações entre Saúde, Educação e Assistência Social e evitar a fragmentação do atendimento, um dos principais desafios enfrentados por famílias atípicas.

Ao abrir espaço para o diálogo público, o Legislativo cumpre seu papel de mediador entre a população e o Executivo, contribuindo para políticas mais eficazes e alinhadas às necessidades da comunidade.

JP Jornal O Popular – Comentário Editorial

O JP Jornal O Popular avalia que o Requerimento nº 3/2026 representa um avanço institucional importante para Marília. A proposta da vereadora Vania Ramos demonstra compromisso com uma pauta sensível, complexa e urgente. Ao defender a escuta ativa e a construção coletiva, o município dá um passo firme rumo a políticas públicas mais justas, responsáveis e inclusivas. Em temas como esse, silêncio não é opção — debater é cuidar, e cuidar é governar com responsabilidade.

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