JP JORNAL O POPULAR – Marília e Região
O que parecia ser mais um crime misterioso cometido por motociclistas encapuzados virou de cabeça para baixo. Como diz o ditado: “mentira tem perna curta” — e, desta vez, a verdade correu ainda mais rápido. A Polícia Civil de Herculândia (SP) revelou uma nova dinâmica sobre o duplo homicídio que tirou a vida de dois rapazes, de 21 e 25 anos, na última segunda-feira (12).
O ponto de virada veio quando um jovem de 19 anos bateu na porta da delegacia, na terça-feira (13), e se apresentou como o autor dos disparos, entregando inclusive a arma possivelmente usada no crime. A chegada dele mudou todo o rumo da investigação.
Versão preliminar cai por terra
Inicialmente, a Secretaria de Segurança Pública havia divulgado que dois motociclistas teriam se aproximado das vítimas, discutido, atirado e fugido — uma história que agora se desfaz como castelo de areia.
Com as oitivas avançando, a Polícia Civil confirmou:
Não houve motociclistas misteriosos.
A tragédia nasceu de uma briga antiga entre conhecidos.
Ou seja, como dizem os mais velhos: “onde há fumaça, há fogo” — e esse fogo já queimava há pelo menos um mês.
Briga antiga, novas consequências
Segundo a investigação, tudo começou com um desentendimento que se arrastava entre um adolescente e Guilherme Bonora de Farias, de 25 anos. No dia do crime, em frente à casa de um conhecido, a discussão reacendeu. O dono do imóvel separou os dois, mas a briga simplesmente mudou de endereço.
Dentro de outra casa, Guilherme e o adolescente partiram para a agressão física. Nesse momento, Leone Rogério Souza de Oliveira, 21 anos, teria surgido com uma faca, avançando para cima do jovem, que estava sendo imobilizado por um golpe de “mata-leão”.
Foi então que o irmão do adolescente entrou na cena e, segundo a polícia, efetuou dois disparos contra Leone. Guilherme tentou fugir correndo, mas também acabou atingido. Ambos foram socorridos, mas não resistiram.
Suspeito se apresenta, mas não fica preso
O jovem de 19 anos, apontado como autor dos disparos, entregou a arma e foi liberado por ter se apresentado fora do período de flagrante — procedimento previsto pela lei.
A Polícia Civil agora segue juntando peças e dando forma ao quebra-cabeça que desmontou completamente a primeira versão divulgada.
No fim das contas, como diz o ditado: “quem conta um conto, aumenta um ponto” — mas as investigações colocam cada ponto no seu devido lugar.
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Comentário do JP JORNAL O POPULAR
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