Na BR-153, conhecida em toda a região como “Rodovia da Morte”, o perigo não mora apenas na imprudência. Mora também nos buracos, na falta de manutenção e no descaso antigo. E foi nesse cenário, onde o asfalto parece um campo minado, que mais uma vida foi interrompida.
Na tarde de ontem, segunda-feira (5), um motorista de 57 anos, morador de Marília, morreu após colidir com um caminhão no km 304 da BR-153, em Campos Novos Paulista. A morte foi constatada ainda no local.
De acordo com a Polícia Federal, o carro teria invadido parcialmente a pista contrária e atingido a lateral do caminhão. Mas a pergunta que ecoa entre motoristas e moradores da região é direta e incômoda:
o que levou esse veículo a sair da sua faixa?
Buracos, risco constante e silêncio das autoridades
Quem passa pela BR-153 sabe: buraco não avisa, desvio não perdoa e erro não tem replay. Em muitos trechos, o motorista precisa escolher entre cair em crateras ou arriscar uma manobra brusca. É aí que mora o perigo.
O caminhoneiro envolvido no acidente, que havia acabado de sair de uma revisão veicular em Ourinhos (SP), não sofreu ferimentos graves. Já o motorista do carro não teve a mesma chance. Para a família, ficou a dor. Para a rodovia, mais uma cruz invisível no asfalto.
Rodovia da Morte: nome que não é exagero
O apelido da BR-153 não nasceu por acaso. Ele foi construído acidente após acidente, sempre com a mesma promessa que nunca sai do papel: melhorias, recapeamento, segurança. Enquanto isso, quem paga a conta é o usuário da estrada.
Como diz o ditado popular, “quando o poder público cochila, o povo é quem acorda no prejuízo”. E, neste caso, acorda no luto.
As causas do acidente seguem sob investigação, mas a situação da rodovia segue escancarada — e sem investigação nenhuma.
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Comentário do JP JORNAL O POPULAR
Não foi apenas um acidente. Foi o resultado de anos de descaso com uma rodovia que mata em silêncio. A BR-153 continua cobrando seu preço — e ele é sempre alto demais. Até quando?


