“Hospital erra e transplanta rim em paciente errado em Natal: quando a vida vira descaso”

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Um erro médico sem precedentes trouxe indignação e revolta em Natal. No Hospital Universitário Onofre Lopes, referência em transplantes no Rio Grande do Norte e no Brasil, um paciente recebeu um rim que não lhe pertencia. A justificativa é, no mínimo, absurda: nomes parecidos entre os receptores. O resultado desse descuido? Um transplante feito na pessoa errada, um órgão desperdiçado e uma família inteira mergulhada no desespero.

O caso expõe de forma cruel a fragilidade de protocolos que deveriam ser infalíveis. Como confiar em uma instituição que, desde 1998, acumula prestígio e centenas de procedimentos de alta complexidade, mas tropeça justamente naquilo que é básico: identificar corretamente um paciente? O erro não é apenas técnico. É humano, é administrativo e, sobretudo, é ético. Colocar um órgão em quem não deveria recebê-lo é rasgar a confiança de quem passa anos na fila, alimentando a esperança de ter mais tempo de vida.

O paciente que recebeu o rim errado acabou reagindo negativamente à cirurgia. Levado às pressas para a UTI, o órgão precisou ser retirado. O que poderia ser uma segunda chance virou tragédia. O receptor legítimo, que aguardava ansiosamente pelo transplante, viu sua oportunidade escorrer pelo ralo da incompetência. O hospital, em nota, admitiu a falha, abriu uma investigação com prazo de 60 dias e prometeu oferecer apoio psicológico aos familiares. Promessas. Sempre promessas. Mas quem responde pela vida que foi colocada em risco? Quem devolve o tempo perdido e a dor de quem ficou sem o órgão que poderia salvar sua história?

Não se trata apenas de um erro médico. É um crime contra a dignidade humana. É o retrato de um sistema de saúde que, quando falha, falha de forma mortal. Em tempos em que a ciência avança, é inconcebível que um equívoco tão banal seja capaz de custar caro a duas vidas. O episódio revolta e exige não apenas explicações, mas responsabilizações severas.

Comentário do JP JORNAL O POPULAR: quando a vida de pacientes se torna refém da negligência, não estamos diante de um simples erro, mas de um escândalo. A sociedade precisa cobrar transparência, justiça e mudanças imediatas. Afinal, quem erra em transplante não dá “segunda chance”: dá sentença de sofrimento.

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