“Quem não tem juízo, acaba se enroscando no próprio fio.”
Foi mais ou menos isso que aconteceu na tarde do último sábado (17), no Bairro Salgado Filho, zona oeste de Marília, quando um pedreiro de 42 anos, identificado como B.C.C, resolveu “trabalhar por conta própria” e acabou entrando pelo cano — literalmente.
A cena se desenrolou na Escola Estadual Abel Augusto Fragata, que estava sendo preparada para a realização de um concurso público no domingo. A diretora, dedicada e comprometida, estava no local arrumando os últimos detalhes quando ouviu barulhos estranhos vindos do banheiro masculino. Curiosa — e esperta como manda o bom senso —, foi verificar o que estava acontecendo.
Para sua surpresa, flagrou o pedreiro saindo do banheiro com um “kit furto” nas mãos: uma torneira, uma mangueira metálica, um sifão e até parte da fiação elétrica. Em choque, mas com pulso firme, ordenou que ele recolocasse os itens no lugar, o que foi feito de forma improvisada, como quem tenta apagar fogo com gasolina.
A Polícia Militar foi acionada e, em patrulhamento próximo à escola, localizou o suspeito. Sem rodeios, ele confessou o delito e foi conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde acabou autuado em flagrante por tentativa de furto e teve sua prisão preventiva decretada.
Mais do que um simples furto, o caso revela um descaso com o patrimônio público e com a educação. Uma torneira, por menor que pareça, faz falta. E o que poderia ser um simples “puxadinho do crime”, virou caso de polícia.
A diretora da escola, que preferiu não ser identificada, lamentou o ocorrido, mas destacou que a rápida atuação da polícia e sua própria vigilância evitaram maiores prejuízos.
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🗞️ JP JORNAL O POPULAR comenta:
“Mexer com educação é cutucar vespeiro. E graças à atenção da direção da escola e à resposta rápida da PM, a torneira voltou pro lugar — e o malandro, pro xilindró.”